| Segundo Mário Pertile:
MELHORES FILMES DE 2008 (em ordem decrescente de
preferência, ou seja, começando pelos mais
preferidos):
Cloverfield Monstro
A contemporaneidade da era digital ilustrada em sua
melhor forma, envolvendo os espectadores um ano antes
do lançamento do filme. Um dos monstros mais criativos
já vistos na história do cinema, sob o ponto de vista
de um cameraman que nunca mexeu em uma câmera.
Personagens realistas, alto padrão de cuidados técnicos
e continuação da ação em diversos veículos. Por último
mas não menos importante, provou que para combater a
pirataria basta um pouco de vontade, pois em um ano
de suspense, o monstro não vazou nem em imagem, nem
em vídeo na web. E não foi por falta de procura.
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Batman Begins veio para provar que filmes de
super-heróis podem (e devem) ser maduros. O Cavaleiro
das Trevas mostra que filmes de super-heróis podem
(e devem) ser para todos os públicos. E sobre o vilão,
difícil termos algo semelhante pelo menos nos próximos
anos...
O Nevoeiro
Adaptações de obras de Stephen King são complicadas
de serem executadas pelo fato de possuírem argumentos
que no cinema podem extrapolar o limite do gênero fantástico.
As soluções psicológicas encontradas a partir da claustrofobia
gerada pelo aprisionamento em um ambiente isolado do
mundo exigiu uma grande mão do diretor para manter o
fôlego do início ao fim. E que final!
O Orfanato
O Orfanato é um daqueles filmes cheios de referências,
mas que consegue seguir seu caminho sem cópias, sendo
original nos mínimos detalhes. Com tudo na medida certa,
possui um roteiro arrojado, um tanto ousado ao mostrar
uma extensa cena em câmeras noturnas tentando captar
o contato com espíritos. Destaque para a exposição internacional
do excelente Edgar Vivar, ator de novelas, conhecido
no Brasil pelo adorado Sr. Barriga do seriado Chaves.
Rec
Seguindo a linha de Cloverfield, REC possui
um movimento de câmera mais suave, com a grande sacada
de colocar a câmera na mão de um cameraman profissional.
O argumento à la Resident Evil encanta
pela originalidade das cenas de zumbi, que realmente
assustam. É para assistir de madrugada, sozinho, com
o volume no máximo e as luzes apagadas. Eu fiz isso.
Não me arrependi. E também não dormi após a sessão.
E nem nos dias seguintes.
Fim dos Tempos
Ano passado na ocasião deste balanço, foi comentado
que toda vez que houver um lançamento do Shyamalan,
ele estará nesta lista. Fim dos Tempos não foge
da regra. Segura o suspense do início ao fim sem monstro,
sem assassino, sem E.T. ou espíritos. Teria tudo para
configurar o topo da lista, não fosse o Mark Wahlberg.
Speed Racer
Plasticidade ao cubo. Speed Racer resgata o anime
de forma moderna, divertida e com um visual lisérgico
de encher os olhos.
O Escafandro e a Borboleta
Inovador na forma de representar o protagonista em primeira
pessoa, transferindo a ação para o espectador. Drama
ora pesado, ora confortável, mas nunca indiferente.
Meu Nome Não É Johnny
Excelente atuação de Selton Mello ao interpretar João
Estrela, o qual aprovou com louvor a nova roupagem que
o ator cedeu ao personagem. Os elogios são diversos,
mas só por não termos a impressão de assistir Selton
e sim João, já é motivo para o título estar na lista.
No Vale das Sombras
Drama triste e crítico que se desenrola com um ritmo
extremamente agradável ao mesmo tempo em que instiga
o espectador a interagir com a trama. Além de possuir
um conteúdo linear e bem amarrado, oferece um final
com chave de ouro.
Rambo IV
Sim, Rambo está na lista! É muito bom assistir aos revivals
do Stallone e vê-lo não se levando muito a sério, como
em Rocky Balboa. Mas em Rambo IV o que
vale mesmo é a selvageria das cenas de ação, extremamente
realistas, gratuitas, como são as guerras.
Juno
Filmes que casam a trilha sonora com o argumento e edição
de forma impecável sempre tem seu lugar nos "top
tops" da vida. Juno lembra uma versão feminina
de Napoleon Dynamite, mais maduro, mais comercial,
e com uma trilha bem peculiar.
Antes de Partir
Grandes atores atuando sem compromisso, fazendo o que
sabem de melhor: levar o espectador ao choro e ao riso
(e fazem isso ao mesmo tempo em uma cena específica).
Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada
Steve Carrell sabe fazer escolhas. Esta é mais uma certeira
para ilustrar os seus dotes dramáticos sem perder a
compostura cômica. Pena que tenham esculhambado com
o título (no original: Dan in Real Life).
The Rolling Stones - Shine a Light
Gosto dos Rolling Stones. Não sou daqueles fãs que compram
álbuns, pins, camisetas e fazem loucuras para
ir aos shows, mas quando está tocando na rádio, fico
batendo o pezinho. Ao contrário de Scorsese que demonstrou
um grande conhecimento na vida e na música da banda,
capturando através de seus olhos clínicos ângulos nunca
antes vistos dos dinossauros do rock, em um ambiente
intimista em que não costumamos assisti-los. Comecei
a gostar mais de Rolling Stones.
Confira também a lista
dos piores filmes do ano por Mário Pertile.
Para conferir como são as regras gerais de elaboração
das listas no Cine Revista, clique
aqui.
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