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Senhores do Crime
Assim como em Marcas da Violência, vemos aqui
um Cronenberg mais sério, não deixando de ser original.
O clima obscuro e de intriga constante, somado à grande
atuação de Viggo Mortensen, faz de Senhores do Crime
mais do que merecedor em uma lista de melhores do ano.
Vicky Cristina Barcelona
Quando se assiste a um grande filme, ainda o percebemos
sentados na cadeira do cinema. Observamos os créditos
finais desaparecerem de nossa vista, enquanto as luzes
lentamente acesas nos indicam que devemos deixar o local.
E com o último de Woody Allen foi assim. Leve, charmoso,
e alegre. Bom assim.
Mamma Mia
A história é o de menos nesse musical da diretora Phyllida
Lloyd. Meryl Streep em grande atuação, pulando, cantando,
e dançando as músicas do ABBA. O musical passa algo
que muitos filmes com grandiosas histórias tentam, mas
fracassam vergonhosamente: alegria.
Wall-E
Um pequeno robô, com uma humanidade gigantesca. Uma
animação que surpreende por tratar de temas tão recorrentes
nos dias de hoje (como os ecossistemas, o sedentarismo
humano), de uma forma tão simples e direta. Impossível
se esquecer do querido Wall-E por um bom tempo.
Sangue Negro
Indiscutivelmente um grande filme. Paul Thomas Anderson
deixa sua marca em nossas memórias, com cenas épicas,
atuações completas, e discussões que levarão um longo
tempo até serem finalizadas. Oscar mais do que merecido
para Daniel Day-Lewis.
Onde os Fracos Não Têm Vez
Principalmente pelo personagem de Bardem, o filme
dá a impressão de se adaptar em um local à parte do
resto do Universo. Um lugar mítico, onde temeríamos
pagar nossos pecados. Grande filme dos Irmãos Coen.
Na Natureza Selvagem
Emocionante, tão bom quanto o livro, e a grande injustiça
do Oscar. Sean Penn acertou em todas as posições de
câmera, na trilha sonora, nos atores, na montagem...
Se existe algo descartável no filme, é a voz destroçada
da irmã de McCandless narrando parte da história. Filme
para ser revisto sempre.
A Vida dos Outros
Ulrich Mühe impecável como sempre. Um dos grandes
protagonistas dos filmes do mestre Michael Haneke, nos
deixou um desfecho de carreira brilhante. Poderia ter
o papel interpretado por outros atores, sim. Mas é um
prazer vê-lo atuando. Longa-metragem de estréia do diretor
Florian Henckel von Donnersmarck. Começou bem!
O Escafandro e a Borboleta
Um filme com uma sensibilidade aguçada. Seja pela
forma poética como é contada a história em dados momentos,
seja pela forma inventiva com que Julian Schnabel decide
apresentar-nos o filme. Só pela forma como o livro que
inspira o filme foi concebido, já é digno de extrema
atenção.
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
Um roteiro inteligente, bem montado e bem interpretado,
só pode se tornar um grande filme. O grande cineasta
Sidney Lumet, nos entrega esta intrigante história,
interpretada por Philip Seymour Hoffman e Ethan Hawke.
Apenas uma Vez
Mais um musical do ano. Mais uma surpresa agradável.
Filme simples, e cativante por seu estilo despretensioso
e amigável. Uma história de amor diferente e bem contada.
Paranoid Park
O sentimento de culpa dá o tom nesse filme de Gus
Van Sant. Contada de forma brilhante, a história passeia
entre slow motions da câmera, do ponto de vista
de um skatista, embalada por uma trilha sonora que inclui
Elliott Smitt, dando um clima ainda mais melancólico
a toda essa paranóia. Pura arte.
Chega de Saudade
O filme mais recente da diretora Laís Bodanzky, mostra
uma noite de baile em um clube de terceira idade, na
cidade de São Paulo. Destaque do cinema nacional, com
um enredo que por cima pode parecer brega, mas é incrivelmente
envolvente e, em certos momentos, emocionante.
Ensaio Sobre a Cegueira
É difícil descrever Ensaio Sobre a Cegueira.
Fernando Meirelles criou uma obra visual extremamente
impactante. A cena tão discutida de estupro no filme,
que não é mostrada, é tão incômoda e repugnante, como
seria se as cenas fossem mais explícitas. Um filme além
de seu tempo.
Sweeney Todd
O clima sombrio do início do filme é conduzido com
perfeição por Tim Burton (que, convenhamos, é mestre
em filmes sombrios) até o seu final. Johnny Depp com
a voz afinada não decepciona, e o musical se torna cada
vez mais interessante com o desenrolar da história.
A não ser pela música "Johanna", que quanto mais é cantada,
mais irrita.
Batman - O Cavaleiro das Trevas
É o filme do ano, não há como negar. O mais discutido,
mais odiado, mais amado, mais rentável, mais venerado.
O filme não é perfeito, e tem muitas falhas em seu roteiro.
Com a fatídica morte de Heath Ledger, acabou sendo alavancado
para o posto de melhor filme do ano para muitas, muitas
pessoas. Realmente, Ledger brilha reiventando o personagem
do Coringa, e Nolan tem todo o mérito da grandeza do
filme, pois vem trabalhando nisso, desde o ótimo Batman
Begins. Não poderia ficar de fora da lista.
Juno
Difícil fazer um comentário válido depois de tudo
que já foi dito sobre Juno. Fica a minha opinião
de um filme simples, e bom de ver. Seja pelo ambiente
do filme, pela garota espontânea e sincera que é Juno,
e pelas situações que ela confronta quando decide dar
para adoção o seu filho que nem nasceu. Um filme que
será lembrado por muito tempo.
Linha de Passe
Uma visão clara do cotidiano. Os problemas, envoltos
com os sonhos no dia-a-dia. Uma linha temporal interessante
e boas atuações, fazem de Linha de Passe um dos destaques
nacionais de 2008. Fazendo uma leve comparação com A
Casa de Alice, outro nacional de 2008 que lida com
o tema "cotidiano", o filme de Walter Salles e Daniela
Thomas passeia em campo, e sem impedimento.
Confira também a lista
de piores filmes de 2008 por Ricardo Lubisco.
Para saber como são as regras gerais de elaboração
das listas no Cine Revista, clique
aqui.
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