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MARLEY E EU
Marley e Eu, direção de David Frankel e baseado
no livro homônimo de John Grogan, é encomendado para
o sentimentalismo e o choro fácil.
O casal de jornalistas John (Owen Wilson, de Zoolander
e Três é Demais) e Jennifer (Jennifer Aniston,
a eterna Rachel, de Friends) adota um pequeno
cão labrador, batizado de Marley, depois que o bichinho
fica agitado ao escutar um reggae do famoso músico jamaicano.
Só que Marley cresce rápido demais e tem o dom de destruir
tudo ao seu redor, não perdoando almofadas, livros,
sofás...Tanto que seu dono o chama de "o pior
cão do mundo", ao mesmo tempo que mantém um amor incondicional
pelo cachorro. Com o tempo, a família vai crescendo
com o nascimento dos filhos e todos se apegando mais
e mais a Marley.
O jornalista, que queria ser um repórter de um jornal
de Miami, acaba se tornando cronista, e muitas de suas
crônicas são relatos de sua convivência com Marley (o
que acabaria gerando o famoso livro). A família, já
enorme, troca de cidade, levando o cão junto. Só que
o filme se torna previsível, afinal, já se pode prever
o que acontecerá na última meia-hora, e isso provoca
soluços e lágrimas dos espectadores. Mas como escrevi
no começo, Marley e Eu é apelativo, pegando forte
no sentimentalismo, principalmente para aquelas pessoas
que adoram seus animais de estimação - afinal, não é
qualquer pessoa que gosta de ser lambida por um cachorro
ou até mesmo dividir a cama, a mesa ou a píscina com
os bichos.
Um detalhe: numa cena em que John leva Marley para uma
escola de amestração, a professora é nada mais, nada
menos que Kathleen Turner. Ela está irreconhecível.
Envelheceu mal demais, ainda mais para quem foi considerada
uma das musas dos anos 1980.
A TROCA
Angelina Jolie está soberba no novo filme de Clint Eastwood,
que aos 78 anos continua prolífico e nos propiciando
com obras fantásticas - vide os recentes Cartas de
Iwo Jima, A Conquista da Honra e Menina
de Ouro. Em A Troca (Changeling),
o diretor capturou uma história real, ocorrida no final
da década de 1920. Um garoto de nove anos de idade,
Walter Collins (Gattlin Griffithi), desaparece de casa
para desespero de sua mãe, Christine (Angelina Jolie).
Ela pede o auxílio da polícia, que só consegue resolver
o problema cinco meses depois. O problema é que o garoto
encontrado pela polícia de Los Angeles não é o pequeno
Walter e ela insiste que houve um erro, continuando
a insistir que não parem com a busca. Porém, sozinha,
numa época de padrões rígidos, ela passa a ser vista
como uma ameaça à sociedade. É presa, escorraçada, colocada
num manicômio, mas não desiste nunca.
O final do filme é uma surpresa tremenda, bem conduzida
por Eastwood, que penetra num mundo obscuro, que ainda
nos dias de hoje perturbam o sono de qualquer pai ou
mãe.
Angelina Jolie, para mim, tem aqui sua melhor atuação
na carreira, superando até mesmo seu personagem Lisa,
que lhe rendeu um Oscar em Garota, Interrompida.
John Malkovich, por sua vez e depois de muito tempo,
não interpreta um personagem vilanesco. Ele é o Reverendo
Gustav Briegleb, que ajuda Christine na sua busca incessante.
Também é bom citar a excelente reconstituição de época.
Houve um grande esforço para transportar o espectador
para 1928, numa Los Angeles que já era uma grande metrópole
naqueles anos pré-depressão norte-americana.
MARLEY E EU (Marley and Me, EUA, 2008)
Direção: David Frankel.
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Alan Arkin,
Eric Dane.
A TROCA (Changeling, EUA, 2008)
Direção: Clint Eastwood.
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Michael
Kelly, Gattlin Griffithi, Jeffrey Donovan.
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