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Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha)
cresceram...vão fazer 18 anos e querem mudar as suas
vidas na favela em Cidade dos Homens, de Paulo
Morelli. Extremamente realista e mais violento do que
o seriado que nos acostumamos a ver na sexta-feira à
noite na tevê desde 2002, a dupla de amigos aqui continua
se metendo em enrascadas. Afinal, são azarados desde
que vieram ao mundo. Porém agora a maioridade pesa sobre
eles.
Acerola já é pai do pequeno Clayton (os gêmeos Vítor
e Vinícius Oliveira), que teve com a única namorada,
Cristiane, a qual está de malas prontas para ir trabalhar
como babá em São Paulo. Laranjinha, por sua vez, continua
na busca incessante pelo pai que não conheceu. Atrás
de tudo isso, um Rio de Janeiro sufocante e a briga
pelo controle dos morros pelos traficantes. Cidade
dos Homens se mostra nu e cru, sem cair no pedantismo.
A vida nos morros é cruel e a morte pode estar do lado,
ao dobrar uma de suas inúmeras vielas.
Mas também tem bom humor, com piadas afiadas, disparadas
principalmente por Douglas Silva. Ele se apresenta melhor
ator do que seu parceiro de cena, Darlan, o qual, longe
de seu personagem Laranjinha, já decepcionou como o
garoto classe-média de Meu Tio Matou um Cara.
O filme também conta com uma boa sacada, ao relembrar
momentos dos dois garotos desde o início da série há
cinco anos atrás. Cidade dos Homens é feito para
ser visto e revisto.
CIDADE DOS HOMENS (2007)
Direção: Paulo Morelli.
Elenco: Douglas Silva, Darlan Cunha, Jonathan
Haagensen.
Texto originalmente publicado no blog do autor:
http://www.sala-escura.blogspot.com
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