A LENDA DO NU ARTÍSTICO OU REFLEXÕES DE UM LIXO HUMANO
Alexandre Mesquita
 
 

O cara está em casa, abre o jornal, ou acessa a internet, e vê a sinopse de um filme que recém estreou: emocionante estória sobre um homem que sacrifica seu título de campeão mundial de bolinhas de gude para salvar as flores raras de Uganda. Exatamente, as flores raras de Uganda, que ele odeia. Jurou jamais assistir a qualquer filme sobre elas. Mas ele sai correndo, atropelando todo mundo, e compra o ingresso. Por quê?

Certa vez, há alguns anos, fui ao teatro realizar um sonho quase de berço. Assistir a peça Oh, Calcuttá, que depois de muito tempo voltava a Porto Alegre. Várias atrizes nuas no palco (tá, atores também) durante duas horas. Que beleza! Por forças maiores do que o meu bom senso de ridículo, escolhi com pouco cuidado a poltrona. No meio da peça, um ator de quase dois metros de altura, usando uma fantasia sexual - entenda-se camisinha com lantejoulas -, perguntou para a platéia se havia alguém disposto a subir no palco com ele. Frente à nenhuma resposta, a maior parte do público era de casais, ele apontou para a primeira fila, curiosamente cheia de adolescentes, curiosamente onde eu estava, e curiosamente conhecida como a fila dos p... . Acho que foi por eu ter fechado os olhos e começado a rezar pedindo que qualquer coisa de ruim acontecesse com o cara do lado e não comigo que chamou a atenção do grandalhão. Sentado, riso amarelo, e intimamente reclamando da má vontade das minhas crenças, servi de referência cômica a partir dali. A platéia riu da minha cara dezessete vezes, eu contei.

Mas surgiu um fato que me acordou para o mundo, e despertou o maior desafio intelectual de todos os tempos.

Quando foram as atrizes, maravilhosamente nuas, que começaram a fazer piadas de mim, aí passei a rir da minha cara também. No caso delas, as piadas eram soberbamente bem contadas, espirituosas, quase obras de arte. Aquelas meninas debocharam da minha pessoa com um amor pelo trabalho que me comoveu. Até consegui ignorar o ator chato, sentado no meu colo, com as duas pernas para cima jurando que era a Madonna.

Que coisa! Esperei anos para assistir a peça, fisgado pela propaganda da nudez feminina, e em nenhum momento sequer procurei me informar sobre o conteúdo dela. Nunca me ocorreu que fosse tão divertida... e séria. Talvez aquelas moças, quase em transe profissional, nem percebessem que estavam nuas no palco, pelo menos não no sentido de estarem nuas que eu entendo, se é que me entendem. Estavam nuas pelo amor à profissão que escolheram: representar. Apesar de, com relação ao sexo oposto, eu sempre me comportar como um obstinado caçador movido à energia nuclear - o que alguns ignorantes chamam de tarado, e eu tenho pena deles -, me senti mal, dor no estômago, por ter ido ao teatro apenas para ver tão dedicadas intérpretes sem roupa. A sensação foi de tê-las desrespeitado.

Isso nunca tinha me acontecido antes.

Sei o que me incomodou. Até aquele dia, eu pensava que mulher pelada e desempenho artístico nasceram para trabalhar um pelo bem do outro, e ambos pelo meu bem, e a vida fazia um sentido danado. De uma hora para outra, experimentei um duro golpe de realidade, nudez feminina e trabalho artístico sério, compreenda-se realizado com dedicação e talento, são na verdade competidores naturais. E ao que parece, só podem estar unidos de maneira legítima quando feitos sob uma forma de bom gosto chamada nudez artística. Doeu meu estômago porque, embora eu já tivesse ouvido falar dessa tal nudez artística, para mim ela era igual a disco voador, só os outros viam.

Mesmo violento, porém, o choque cultural aconteceu em boa hora. Entendi em que mundo eu estava e a qual mundo gostaria de pertencer. Ambicionei me transformar numa pessoa melhor. Do tipo que consegue identificar nudez artística onde dizem haver uma. Dentre outras coisas, significava que eu teria de me emocionar com o trabalho sério de quem precisou ficar nua na minha frente, e não mais me ajoelhar com língua para fora, cheio de reações bioquímicas mal intencionadas, perante a nudez de quem precisou trabalhar de modo sincero na minha frente.

Primeira dúvida: a capacidade de reconhecer o verdadeiro nu artístico é algo que se pode obter com o suor da dedicação, ou é dom natural, para poucos?

Segundo os manuais dos senhores da razão, caras que sabem tudo de nudez artística genuína, e viraram meus mentores, a primeira etapa do bom gosto é desvincular o erotismo do nu. O erotismo deve estar no olhar de canto de olho, na umidade do lábio pela língua, num passar de batom mais sutil, num andar mais ereto e delicado, quase flutuante, num vestido que se eriça ao vento. A nudez artística, por sua vez, estabelece o limite entre o corpo e o sublime, ela conta uma história bonita em seus detalhes, apimenta o espírito, joga-o para a dimensão do olhar poético, tem o poder de elevar o ser humano à condição suprema da alma. Ou seja, pelo que eu entendi, reconhecer o nu artístico é observar um nu feminino sem que as glândulas salivares fiquem sabendo. E talvez a nudez artística cure hemorróidas também.

Que desafio terrível.

Porque grande parte dos nus artísticos oferecidos no mercado, principalmente no cinema, trazem um ingrediente de extremo significado para a seleção das coisas sem roupa que coloco na cabeça e de lá não tiro.

Atrizes famosas.

Ah, como a vida era fácil na minha adolescência, ou no tempo das pornochanchadas, o que dá na mesma. Consciência não tinha peso. Meus filmes favoritos eram os que mostravam as belas integrantes da novela das oito como vieram ao mundo. Nos meus quatorze anos de idade, o legal não era driblar o zagueiro do time adversário, mas o bilheteiro daquele cinema com o cartaz: Erótica, A Fêmea Sensual, proibido para menores de dezoito anos. O despir gradual - se com a ajuda de musicas com saxofones bregas melhor ainda - de Aldine Muller, Matilde Mastrangi, Helena Ramos, Tássia Camargo, Angelina Muniz, e outras mais, contribuíram para hoje eu dizer que minha educação teve bases sólidas. Lembro que eu chegava a pular muro para ver os filmes de um diretor chamado Walter Hugo Khoury (Eros - O Deus do Amor, Convite ao Prazer, A Herança dos Devassos), que tinha mania filosófica de perseguição, jurava que o nada absoluto e a falta de sentido da existência freqüentavam os mesmos lugares que ele, e apontavam na sua direção fazendo gestos obscenos. E sempre colocava o podre de rico do Marcelo (personagem alter-ego que apareceu em quase todos os seus filmes) para denunciar esse absurdo.

Naquela época, eu já tinha noção de que falar do niilismo inexorável da existência dá prestígio em lugares onde se discutem os destinos do mundo, como botecos, bancos de praça e a janela da minha antiga vizinha, aquela fofoqueira. Mas nas salas de projeção dificilmente chama público maior do que seis ou sete cinéfilos e vinte e três bêbados que erraram a porta do banheiro. Pois Khoury ensinou a maior das lições sobre como se manter íntegro no discurso ideológico e botar comida na mesa. Se queres falar sobre o nada absoluto e suas implicações na existência, comece mostrando o nada absoluto sobre o corpo de atrizes famosas. E através do Walter, também Christiane Torloni, Vera Fischer, Kate Lyra, Nicole Puzzi, Sandra Bréa tiveram maravilhosas implicações no que sou hoje. Se este fundamental diretor não entrou na história da filosofia contemporânea, pelo menos entrou nas minhas orações, e acho que dos vinte e três bêbados.

Só para constar, a pornochanchada teve sua época e como qualquer moda declinou. Acabou substituída pelo cinema de sexo explícito, que também teve seu apogeu, decaiu e se manteve estável no mercado de DVD. Agora encontra-se em exponencial ascensão, adivinhem, com a incorporação de famosas, como Gretchen, Rita Cadillac, Leila Lopes, Regininha Poltergeist.

Porém, na nova perspectiva que almejo, assistir a um filme onde uma das minhas atrizes favoritas empenhou todas as suas forças para viver a personagem "Fulana Seja Quem For", uma mulher à frente do seu tempo, que mudou costumes, etc., etc., e somente me manifestar, tipo uivar para a Lua, nos poucos segundos em que ela tira a roupa, é com certeza um desrespeito da minha parte, não nego. Entanto não seria a dor de barriga proveniente deste desrespeito, suplantada pela imensa satisfação da visão celestial, que com certeza perdurará na memória, e quem sabe mais tarde implicará num saudável e nostálgico uivar para a Lua?

Complicado.

Os senhores da razão afirmam que uma atriz famosa está em nu artístico quando sua nudez serve a um bem maior que é a integralidade da obra cinematográfica. Se assim não for, cai-se na chamada nudez gratuita (curiosamente, a que gera mais dividendos). Portanto, quem deseja compreender um nu artístico em plenitude deve observar as qualidades da obra como um todo e daí captar seus verdadeiros fundamentos. Neste ponto começaram meus problemas. Juro que aluguei vários filmes de nu com arte (alguns vinham com isso escrito na capa) só para observar a obra cinematográfica como um todo. Mas justo no momento que o todo aparecia, eu estava distraindo mirando as melhores partes.

Falei que era o maior desafio intelectual de todos os tempos.

Sei que no imaginário feminino a questão de se sentir desejada é forte. Como, então, uma bela atriz consegue aceitar que sua nudez terá o mesmo status que uma cadeira ou um lustre? Os senhores da razão dizem que expor anatomias íntimas em favor da arte exige sacrifícios, e um deles é abstrair-se da vaidade. Do sacrifício eu concordo, mas no lance da vaidade, sei não. Na maioria dos casos que eu conheço de atrizes que descobriram que teriam de ficar nuas, a descoberta não as levou à desistência, mas à academia de ginástica, e oito horas por dia.

Os diretores dos filmes são com certeza os que mais interesse tem pela obra em si. Segundo os senhores da razão, os grandes diretores de nu artístico, detrás da lente de suas câmeras, criam uma poesia cênica estufada de inspiração, pensada, revolucionária. Momento espetacular do dom natural. Que coisa complicada. Eu mal consigo entender como os diretores, tendo uma Vera Fischer tirando a roupa na frente, conseguem correr para trás de uma câmera.

Poxa, como eu queria ser alguém melhor.

Acreditem, fiquei nessa busca por anos. A dificuldade foi tão grande, e os fracassos tantos, que tangenciei às raias da blasfêmia. Coisas que o desespero faz a gente pensar. Cogitei que talvez o nu artístico na verdade não existisse, fosse um mito, simplesmente balela de caras frustrados que ficam inventando regras para parecerem superiores. Quis até apelar para Os Caçadores de Mito (Mythbusters), um programa muito legal, onde dois especialistas fazem experiências científicas para tentar comprovar, ou não, mitos urbanos. Não sei como eles fariam, mas se bem conheço o estilo, pegariam uma atriz famosa, tirariam a roupa dela, vendariam seus olhos, a cercariam com um monte de peças de arte frágeis e raríssimas e reuniriam em volta representantes de vários segmentos da espécie humana dizendo é de vocês. Abortei a idéia porque uma pontada no meu coração insinuou que essa experiência poderia provar que os senhores da razão espancariam os bárbaros e chegariam primeiro, o patrimônio da humanidade que se dane. Esse tipo de coisa não é bom a gente descobrir.

Mas não me entreguei. Passei os últimos anos alugando filmes referendados por críticos de conceito. Olhei bem, usei óculos, usei lupa, o slowmotion, o replay, o quadro-a-quadro, o zoom. Até que, segundo eu mesmo, atingi o ponto de reconhecer e valorizar o nu artístico pleno. Estava começando a distribuir os convites para a festa quando amigos me falaram sobre um drama pesado, A Última Ceia. Num estado altamente racista, uma mulher negra tem o marido condenado à pena de morte e perde um filho pequeno atropelado. Depois se envolve, sem saber, com o policial branco que executou o marido e induziu o próprio filho ao suicídio. Credo!

Halle Berry numa atuação que lhe valeu o Oscar. Quando me contaram, olhei para o outro lado. Naquela fase da minha vida, tudo menos um filme deprê. Isso até meus amigos falarem, com olhos de psicopata, que Halle Berry ficava completamente nua.

Halle Berry completamente nua, que expressão poderosa esta.

Acabei muito, muito chateado comigo mesmo por ter adorado a cena de nudez, mesmo com todas as toneladas de drama em volta da pobre mãe. E ter visto oito vezes seguidas o filme, só piorou. Me senti o lixo humano, e talvez foi este sentimento tão sincero que me deu forças para não comprá-lo pela nona vez, embora partes fuxiqueiras da minha consciência digam que foi a falta de grana.

A Última Ceia veio com tudo para decretar minha falência no projeto nudez e dignidade. Infelizmente.

Pois, logo agora que eu tinha me acomodado na região do está bom assim, desde que não se fale mais nisso, surge uma nova assombração. O filme Nome Próprio (Brasil, 2007) do diretor Murilo Salles (Nunca Fomos Tão Felizes, Faca de Dois Gumes, Seja o Que Deus Quiser). Salles é um cineasta que gosta de histórias urbanas com personagens cuja moral não tem muito a ver com a moral da sociedade em que vivem e adora levá-los a limites psicológicos. Não sou grande fã dele, mas sempre o tive como exemplo de cinema com algo a dizer e mostrar, e não somente com o algo a mostrar. Eis que, segundo inacreditável previsão meteorológica do seu novo projeto, o corpo da atriz Leandra Leal terá céu claro, límpido, com total ausência de roupas.

De novo não! Não vou assistir, não vou mesmo, de jeito nenhum... Leandra Leal completamente nua, que... bem vocês já sabem. Mas deixa eu repetir para ver se assimilo. Leandra Leal completamente nua.

Nunca pensei que isso existisse.

Atropelei todo mundo e corri para ler a sinopse. Fala sobre uma tal Camila, personagem inspirada em dois livros da gaúcha Clarah Averbuck, dona de um blog de sucesso e filha do Hique Gomes (da peça teatral Tangos e Tragédias). Parece que Camila leva uma vida situada entre Christiane F., Transpotting e Factotum. Uma Bukowski de saias, que segundo a meteorologia passará setenta por cento do filme sem as saias. Setenta por cento, meu Deus!, minha mão tremia graças à numerologia tão favorável.

Leandra Leal, jovem atriz, 25 anos à época do filme, de raro talento, talvez a melhor de sua geração, como sugere O Homem Que Copiava, A Ostra e o Vento e Dias de Nietzsche em Turim. Arrasa em tudo que se dedica, sejam filmes, sejam novelas. E, na minha opinião, linda. Leandra Leal recentemente declarou que jamais posará nua.

Terminada a leitura da sinopse, eu, para não deixar à última hora minha não-valorização do seu talento e esforço, já passava mal do estômago. Por outro lado, mesmo sabendo que a estréia do filme seria dali um mês, a nudez dela me fazia olhar para o relógio constantemente, preocupado em não chegar atrasado para a primeira sessão.

Ir ou não ir? Um dilema que a vida não precisaria mais ter me colocado.

Então, decidi que não fugiria de uma última tentativa para provar a mim mesmo que conseguiria, sim, ficar frente a uma tela com uma atriz linda totalmente despida, concluir que é um mero detalhe de algo muito maior, e atingir o conceito de arte pura e verdadeira. Eu me transcenderia. Descobriria que os manuais estão certos. Perceberia que minhas qualidades são melhores do que eu penso. Postura digna frente à nudez de Leandra Leal. Eu, cidadão que entende do conceito supremo.

Fui, mas com o dinheiro contado para uma entrada só.

Como antecipado na sinopse, Nome Próprio retrata uma mulher que não consegue viver paixões impunemente. Camila Lopes flerta com a linha do desejo impulsivo, da miséria, da humilhação e do nem aí. Emagrecendo, e funcionando à base de comprimidos, carrega olheiras como se fossem duas mochilas escuras. Morava no apartamento do namorado, mas o traiu e o acusou de ser o culpado por isso. Depois de pedir desculpas, o namorado a expulsa a pontapés. Ela quase implora abrigo para desconhecidos. É hospedada por um nerd bem-intencionado, pelo menos enquanto ela estiver acordada. A Bukowski sem saias divide sua comida com as baratas, ou as baratas dividem sua comida com ela, difícil saber, devido à quantidade que cada uma come. Nunca recusa beijar, beber e fazer sexo, mas pelo amor de Deus, jamais lhe tirem o laptop e a internet. Se ela tivesse um filho, lhe poria o nome de Blog Lopes. E isso explica como esta "adolescente" de vinte e tantos anos chegou a tal ponto. Corrigindo a sinopse, Nome Próprio retrata uma mimada que não consegue viver impunemente porque precisa ter assunto para alimentar Blog Lopes.

Boa parte do filme é Camila, computador e paredes. Tecnicamente falando, o diretor Murilo Salles tirou leite de pedra com sua câmera, escolhendo bem os ângulos, a fotografia descolorida, closes, momentos desfocados, cortes rápidos, o recurso de digitar pensamentos na tela. E coragem de mostrar o que for preciso. Mas esses méritos são suplantados pela história pouco original. Esse negócio de palavrão, cigarro, bebida, promiscuidade, noites sem fim, para criar um panorama bacana e vigoroso de auto-destruição, já foi visto nuns quatrocentos e cinquenta filmes, só na década passada. E além de pouco original, a película se torna repetitiva com o tempo. Voltas e mais voltas, e as loucuras de Camila não saem do lugar. A meia hora final (duas horas e dez, para quê?) é totalmente dispensável. O discurso "geração louca", da forma como foi posto, há muito virou sertão, e nem contextualizar usando a Internet e a força dos blogs, lhe roubou o aspecto arenoso e seco.

Entanto, como previu a meteorologia, algo vale a pena porque brilha muito, quase um filme à parte - Leandra Leal, a Interpretação.

A jovem atriz me pôs em catarse e em catarse vos digo. Não fosse o esforço dela, este filme vencedor do Festival de Gramado 2008 seria uma tempestade em copo vazio. Ela emagreceu às raias de Camila para viver Camila, entregou-se para o papel com gestos tanto intensos quanto comedidos, na precisão exata que o timing de cada cena exigia. Falou alto e falou baixo, transou na praia, quase brigou usando a própria calcinha como arma, gastou os degraus de uma escada depois de tanto esfregá-las para limpar a alma de sua personagem. Soberba entrega visceral, que justifica a fama de amar como poucos a sua arte.

Todos que estavam no cinema, e principalmente os que lotaram a primeira fila, como eu, perceberam isso. Emocionada, até a fila dos p... aplaudiu de pé.



NOME PRÓPRIO (Brasil, 2007)

Direção: Murilo Salles.

Elenco: Leandra Leal, Juliano Cazarré, Gustavo Machado, Rosane Mulholland.

Cotação: ***