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Verstappen vence GP do Azerbaijão 2025 na Baku; Russell e Sainz completam pódio

Verstappen vence GP do Azerbaijão 2025 na Baku; Russell e Sainz completam pódio

Na noite de domingo, 21 de setembro de 2025, Max Verstappen cruzou a linha de chegada na Baku City Circuit com um tempo de 1:33:26.408, levando a vitória no Formula 1 Qatar Airways Azerbaijan Grand Prix 2025Baku. O holandês da Red Bull Racing não apenas confirmou seu domínio na temporada, como também ampliou sua vantagem na liderança do campeonato com 25 pontos. Mas o que tornou essa corrida tão especial não foi só o resultado — foi a tensão, o vento cortante da costa do Mar Cáspio e o som de pneus raspando em muros de pedra antiga, como se a cidade inteira estivesse segurando o fôlego.

Um circuito que desafia até os melhores

Projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, o circuito de Baku é uma das mais radicais misturas da Fórmula 1: 6,003 quilômetros de asfalto que se espremem entre ruelas medievais e arranha-céus modernos. Vinte curvas, muitas delas de 90 graus, seguidas por retas de mais de 2 quilômetros onde os carros atingem quase 360 km/h — antes das mudanças aerodinâmicas de 2016, os tempos eram ainda mais loucos. Hoje, mesmo com regras mais restritivas, o desafio é brutal. Um erro em uma curva apertada, e você vira um espetáculo de estilhaços de fibra de carbono. E isso aconteceu — mais de uma vez — durante os treinos livres. O circuito passa pela Cidade Velha de Baku, patrimônio da UNESCO, onde os turistas assistem da varanda de casas séculos antigas, enquanto os pilotos correm a menos de um metro de muros de pedra. É corrida e história se encontrando — e nem sempre de forma pacífica.

Os protagonistas da corrida

Depois de uma pole position surpreendente de George Russell (Mercedes), que liderou as primeiras 15 voltas, Verstappen começou a pressionar. A Red Bull tinha superioridade em ritmo, mas a Mercedes mantinha o controle nas curvas lentas. Foi na volta 32, na reta principal, que Verstappen aproveitou o efeito DRS e ultrapassou Russell com uma manobra limpa, quase imperceptível para quem assistia pela TV. Atrás, Carlos Sainz (Ferrari) lutou bravamente contra o desgaste dos pneus. Com o carro mais pesado e menos eficiente em retas, ele perdeu o segundo lugar para Kimi Antonelli (Ferrari), o jovem talento de 19 anos que surpreendeu até os mais céticos ao terminar em quarto. Foi sua melhor classificação na Fórmula 1 até aqui. Já Liam Lawson (AlphaTauri) fez uma corrida de recuperação, subindo do 12º para o 5º lugar, com um desempenho que fez os fãs da equipe torcerem com orgulho.

Horários e transmissão no Brasil

Para os fãs brasileiros, a corrida começou às 8h da manhã de domingo, 21 de setembro — um horário que obrigou muitos a acordar cedo, mas que valeu a pena. A transmissão foi feita pelo F1TV Pro e pela BandSports, que retransmitiram a corrida com comentários em português e análises em tempo real. O site Terra.com.br confirmou que os horários no horário de Brasília foram: FP1 e FP2 na sexta, às 5h30 e 9h; FP3 e qualificação no sábado, também às 5h30 e 9h; e a corrida, como esperado, às 8h. Curiosamente, há divergência entre fontes internacionais: enquanto o site Motorsport.com em inglês listava a corrida às 15h locais (12h UTC), sua versão em português dizia 4h da manhã em Brasília — um erro de fuso que gerou confusão entre os torcedores. A FIA e a F1 confirmaram oficialmente: 15h em Baku = 8h em Brasília.

Por que isso importa?

Este GP foi mais do que mais uma vitória de Verstappen. Foi o ponto de virada na temporada. Com 17 das 24 corridas já disputadas, a Red Bull está a apenas três vitórias de quebrar o recorde de vitórias em uma única temporada (18, em 2022). Mas o que preocupa os rivais não é só o número — é a consistência. Verstappen não perdeu uma corrida desde Mônaco. E a Ferrari? Sainz e Antonelli estão em uma batalha interna que pode definir o futuro da equipe. O desempenho de Antonelli, em particular, levanta a pergunta: será que ele é o sucessor de Leclerc? Além disso, o Azerbaijão é um dos poucos circuitos onde o fator sorte ainda pesa. Um pneu furado, um erro de pit stop, um acidente na reta principal — tudo pode mudar o campeonato. E isso é exatamente o que os times temem: que o caos de Baku continue sendo o grande igualador. O que vem a seguir?

O que vem a seguir?

A Fórmula 1 agora segue para Singapura, em 3 de outubro — outra corrida noturna, outra batalha contra o calor e a umidade. Mas depois de Baku, os carros terão menos tempo para ajustes. A pista de Cingapura é mais técnica, mais lenta, e exige um setup completamente diferente. Enquanto isso, a Red Bull já está testando novas asas na fábrica de Milton Keynes. A Ferrari, por sua vez, promete uma atualização importante para a corrida nos Estados Unidos, em 17 de outubro. E se Verstappen vencer em Singapura? Ele se tornará o primeiro piloto da história a vencer 10 corridas seguidas em uma única temporada. A história está sendo escrita — e Baku foi apenas o capítulo mais emocionante até agora.

Contexto histórico

O GP do Azerbaijão começou em 2017, substituindo o GP da Europa, que havia sido disputado em Baku desde 2016. A cidade, conhecida como "A Terra do Fogo" por causa das chamas naturais de gás que emergem da terra desde a antiguidade, sempre teve um apelo místico. Mas foi só com a construção do circuito urbano, que mistura o antigo e o moderno, que a corrida se tornou um marco. Em 2018, o GP foi marcado por uma colisão em massa na reta principal — um dos piores acidentes da era moderna. Em 2021, uma bandeira vermelha interrompeu a corrida por 40 minutos após um acidente de Lando Norris. E em 2023, Verstappen venceu depois de um pit stop de 1,8 segundo — o mais rápido da temporada. Agora, em 2025, o evento tem o patrocínio da Qatar Airways, que desde 2015 patrocina eventos de alto nível na Fórmula 1. A companhia aérea nacional do Catar também patrocina a equipe Red Bull e o circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. É um exemplo claro de como o esporte se tornou um palco para soft power geopolítico.

Frequently Asked Questions

Como o circuito de Baku afeta o desempenho dos carros?

O circuito de Baku exige um equilíbrio raro: alta downforce nas curvas apertadas e baixa resistência nas retas longas. Carros com motores potentes, como os da Red Bull e da Mercedes, têm vantagem, enquanto os da Ferrari sofrem com o desgaste dos pneus traseiros. A configuração aerodinâmica precisa ser ajustada para suportar o vento lateral da costa do Mar Cáspio — algo que nem todos os times conseguem dominar.

Por que Kimi Antonelli chamou tanta atenção no GP do Azerbaijão 2025?

Antonelli, de apenas 19 anos, terminou em quarto lugar, superando seu companheiro de equipe Carlos Sainz. Foi sua melhor classificação na F1 até hoje e a primeira vez que um piloto tão jovem termina entre os cinco primeiros desde Oscar Piastri em 2022. Sua precisão nas curvas e sua calma sob pressão impressionaram até os engenheiros da Ferrari, que já consideram ele como futuro líder da equipe.

Quais são os horários corretos da corrida para o Brasil?

A corrida começou às 8h da manhã de domingo, 21 de setembro de 2025, no horário de Brasília (GMT-3). Os treinos livres e a qualificação ocorreram às 5h30 e 9h nos dias anteriores. Apesar de algumas fontes listarem 4h da manhã, o horário oficial da F1 é 15h em Baku, que corresponde exatamente a 8h em Brasília.

Quem ganha mais pontos com essa vitória de Verstappen?

Verstappen somou 25 pontos, ampliando sua liderança no campeonato para 287 pontos, 74 à frente de Sainz. A Red Bull também aumentou sua vantagem na classificação de construtores para 112 pontos sobre a Ferrari. Com apenas sete corridas restantes, o título de pilotos já está praticamente decidido — mas o de construtores ainda pode ser decidido em Abu Dhabi.

O que torna o GP do Azerbaijão diferente dos outros circuitos urbanos?

Enquanto Mônaco é lento e técnico, e Singapura é quente e úmida, Baku é o único que combina altas velocidades (mais de 350 km/h) com curvas de 90 graus em ruas estreitas. Além disso, o vento constante e a mudança brusca de temperatura entre dia e noite afetam a aderência. Nenhum outro circuito exige tanta adaptação física e mental dos pilotos — e por isso, é considerado o mais imprevisível da temporada.

A Qatar Airways é a única patrocinadora do GP do Azerbaijão?

Não. Embora seja a patrocinadora principal e dê nome ao evento, a Qatar Airways também patrocina a equipe Red Bull e o circuito de Abu Dhabi. No Azerbaijão, há patrocinadores locais, como a empresa de energia state-owned SOCAR, que aparece nos muros do circuito. Mas o nome da companhia aérea é o mais visível — e isso reflete o poder de marketing do esporte.

Cintia Santos
Cintia Santos

Trabalho como jornalista especializada em notícias e adoro escrever sobre os acontecimentos diários no Brasil. Minha paixão é explorar histórias que impactam a vida das pessoas e trazê-las à luz. Adoro investigar, descobrir novas perspectivas e manter o público bem informado.

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RESPOSTAS

Joseph Cray
Joseph Cray

Essa corrida foi pura poesia em alta velocidade! Verstappen não só venceu, ele transformou Baku num palco de cinema. O vento cortando os muros antigos, os pneus gritando no asfalto, o silêncio da multidão... isso aqui não é F1, é magia. Parabéns à Red Bull por manter a calma enquanto todo mundo tava com medo de encostar no muro. Essa é a F1 que a gente ama.

  • dezembro 1, 2025
debora petrus
debora petrus

Que corrida incrível, realmente emocionante! O desempenho de Kimi Antonelli foi absolutamente notável - um jovem de 19 anos, superando um campeão como Sainz, com tanta precisão e calma... isso é o futuro da Fórmula 1, e ele está aqui. Parabéns à Ferrari por apostar nele. E Verstappen? Um fenômeno. A Red Bull está dominando, mas com elegância e inteligência. Parabéns a todos os envolvidos!

  • dezembro 2, 2025
gabriel salvador
gabriel salvador

Verstappen é o cara, ponto final. Ninguém segura ele. E olha, o Antonelli foi um surpresa boa, mas o Sainz tava de lado, hein? Ferrari tá com problema sério de setup. E esse vento de Baku? Pô, até o carro do Russell tava dançando! Mas o Verstappen? Ele nem sente o vento, ele DOMINA. E o pit stop da Red Bull? 1.8 segundo? Isso é cirurgia, não é equipe!

  • dezembro 4, 2025
Rodrigo Grudina
Rodrigo Grudina

Mais uma vitória do Verstappen. E daí? O campeonato já está decidido. A F1 virou um reality show de um único piloto. O que é interessante nisso? O circuito é bonito, o vento é legal, mas no fim, é só mais um show de repetição. E o Antonelli? Só porque é jovem e fez quarto lugar já é um gênio? Tá na hora de parar de romantizar novatos.

  • dezembro 5, 2025
Luiz Fernando da Janaina
Luiz Fernando da Janaina

Se você não entendeu que a Red Bull tem uma vantagem técnica absurda, você não tá assistindo F1, tá assistindo TikTok. Verstappen não é melhor, é só o que tem o melhor carro. E o Antonelli? Ele não superou o Sainz - o Sainz só errou. A Ferrari tá em crise, não em renascimento. E essa história de 'história e tradição' em Baku? É marketing da F1 pra disfarçar que o esporte virou um cartel.

  • dezembro 7, 2025
Kika Viva
Kika Viva

Tá vendo isso? Outra vitória do holandês. E ninguém fala que ele é o único que não tem rival. O que é isso? Um piloto contra o mundo? E o Sainz, que é experiente, sendo superado por um garoto de 19 anos? Isso não é evolução, é desespero da Ferrari. E o vento? Sério? O vento é o culpado agora? Que desculpa esfarrapada.

  • dezembro 8, 2025
Dyego Fiszter
Dyego Fiszter

Baku é único. Nenhum outro circuito combina história, velocidade e caos como esse. Verstappen fez o que tinha que fazer. O Antonelli mostrou que o futuro já chegou. E o pit stop da Red Bull? Perfeito. A F1 precisa de mais pistas assim. Não de mais regras. De mais coragem. 🙌

  • dezembro 10, 2025
Jairo Jairo Porto
Jairo Jairo Porto

Verstappen venceu. Outra. Tá bom. Mas o Sainz tá envelhecendo. Antonelli? Só sorte. E o vento? Pô, isso é o que vocês chamam de drama? Isso é F1, não é novela. Parem de romantizar.

  • dezembro 10, 2025
Cleide Amorim
Cleide Amorim

A gente vê Verstappen vencer e a gente sente... uma dorzinha no peito, sabe? Como se o coração da F1 tivesse sido substituído por um algoritmo. E Antonelli? Um anjo que veio do futuro... mas será que ele vai sobreviver nesse mundo de máquinas e patrocínios? Ainda me lembro quando a corrida era sobre alma... agora é só números, vento e Qatar Airways.

  • dezembro 10, 2025
Nicolle Iwazaki
Nicolle Iwazaki

Baku é um dos poucos lugares onde a F1 ainda parece viva. A mistura de antigo e moderno, o vento do Cáspio, o silêncio da cidade... tudo isso cria uma atmosfera única. Verstappen é dominante, mas o verdadeiro herói foi o circuito. Ele não deu espaço para erros - e isso é raro hoje em dia. Parabéns a todos que fizeram essa corrida acontecer, mesmo com os muros pedindo sangue.

  • dezembro 11, 2025
Ana Paula Ferreira de Lima
Ana Paula Ferreira de Lima

Fiquei pensando... se o Antonelli conseguiu superar o Sainz, será que a Ferrari está mesmo preparada para o futuro? E o que isso significa para Leclerc? Ele ainda tem espaço? E o vento de Baku - será que os times realmente dominam isso, ou é só sorte? Por que só a Red Bull e a Mercedes conseguem lidar com ele? Será que os engenheiros da Ferrari não têm dados suficientes? Ou é só falta de coragem?

  • dezembro 13, 2025
Thiego Riker
Thiego Riker

Essa corrida me fez lembrar por que eu amo F1. Não pelo Verstappen, nem pelo Antonelli. Mas pela cidade. Pela história. Pela forma como o asfalto se encaixa entre as casas do século 16. É como se a pista tivesse vida própria. E o vento? Ele não é um inimigo - é um testemunho. A F1 não está só competindo com carros. Ela está competindo com o tempo. E Baku, mais que qualquer outro lugar, lembra disso.

  • dezembro 13, 2025

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